Geração distribuída compartilhada: como funciona na prática?

Introdução

Imagine reduzir a conta de luz sem precisar instalar painéis solares no telhado de casa ou arcar sozinho com os custos de uma usina solar. A geração distribuída compartilhada permite justamente isso: várias pessoas ou empresas se unem para compartilhar a energia produzida por uma única usina solar e dividem os créditos gerados na conta de luz. 

Esse modelo, regulamentado pela ANEEL desde 2015, representa um avanço significativo no acesso à energia renovável no Brasil, democratizando o uso de fontes limpas. Compreender os detalhes desse sistema é importante para quem deseja aproveitar as vantagens da energia solar sem os desafios da instalação individual.

O que é geração distribuída compartilhada?

A geração distribuída compartilhada é um modelo em que várias pessoas ou empresas se unem para produzir energia solar em uma única usina e dividem os créditos gerados entre todos os participantes. Em vez de instalar painéis no telhado, você participa de uma usina solar que já está em operação.

Nesse sentido, a energia produzida pela usina é injetada na rede elétrica da distribuidora. Mensalmente, cada participante recebe créditos em kWh proporcionais à cota de participação. 

Esses créditos são descontados na conta de luz, de forma que você paga apenas a diferença entre o que consumiu e os créditos recebidos. Se sobrar crédito, ele fica acumulado para os próximos meses (válido por 60 meses).

A geração compartilhada e o autoconsumo remoto são processos distintos. Nesse último, todas as unidades consumidoras pertencem ao mesmo titular (mesmo CPF ou CNPJ). Já na geração distribuída compartilhada, os participantes têm CPFs ou CNPJs diferentes e se organizam juridicamente.

Quais são as regras da ANEEL para geração distribuída compartilhada?

A geração distribuída compartilhada permite que múltiplos consumidores se unam para dividir os créditos de energia produzida por uma usina solar. Essa modalidade é regulamentada pela Lei 14.300/2022 e pelas resoluções normativas da ANEEL, sendo que todos os participantes precisam estar dentro da mesma área de concessão da distribuidora.

Principais regras que regem esse modelo:

  • Formato jurídico obrigatório: os interessados devem se organizar por meio de cooperativa, consórcio, associação civil ou condomínio (edilício ou voluntário).
  • Restrição geográfica: tanto a usina geradora quanto as unidades consumidoras dos participantes precisam estar localizadas na área de concessão da mesma distribuidora de energia elétrica local.
  • Sistema de créditos: a energia excedente injetada na rede gera créditos na proporção de 1 kWh gerado para 1 kWh de crédito, válidos por 60 meses.
  • Limites de potência: a microgeração abrange sistemas de até 75 kW, enquanto a minigeração vai até 3 MW para energia solar (podendo chegar a 5 MW em casos específicos).
  • Regras de transição: projetos protocolados antes de determinadas datas mantêm condições mais favoráveis de compensação até 2045, enquanto novos projetos seguem regras graduais para pagamento de custos de rede.

Vantagens da geração distribuída compartilhada

geração distribuída compartilhada vantagens

A geração distribuída compartilhada oferece benefícios econômicos diretos para pessoas e empresas, tornando a energia solar acessível a um público amplo. Dessa forma, elimina barreiras de entrada e promove economia imediata nas contas de luz. Entenda as vantagens a seguir.

Economia na conta de luz

Com a geração distribuída compartilhada, o consumidor pode economizar até 25% na conta de luz sem precisar fazer qualquer investimento inicial em equipamentos. Na verdade, esse modelo permite que os créditos de energia solar sejam abatidos na fatura.

Isto é, a redução aparece mês a mês de forma automática. Por isso, muitas famílias e empresas têm aderido a esse sistema, visto que a economia é imediata e não depende de instalações complexas. 

Sendo assim, o consumidor continua conectado à rede da distribuidora, mas paga menos por utilizar energia limpa gerada em outro local. 

Redução de custos com instalação individual

A geração distribuída compartilhada elimina a necessidade de comprar e instalar painéis solares em casa ou na empresa. Nesse sentido, o consumidor não precisa se preocupar com custos de aquisição, instalação, manutenção ou reparos dos equipamentos solares. 

Com isso, pessoas que moram em apartamentos ou imóveis alugados também conseguem acessar energia solar sem qualquer obra. A geração distribuída compartilhada permite que qualquer pessoa participe de projetos solares coletivos, independentemente de sua condição financeira ou tipo de moradia. 

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Conclusão

A geração distribuída compartilhada representa uma alternativa viável para consumidores que desejam reduzir custos com energia elétrica, visto que o modelo permite acesso a créditos de energia por meio de estruturas como cooperativas e associações. 

Sendo assim, a geração distribuída compartilhada mantém seu papel como opção acessível para diversificar a matriz energética e promover maior autonomia aos consumidores cativos. Aproveite para seguir o grupo BC Energia no Instagram!